“Rapaz, não te conto nada!”, como diz um chato que vai falar 2 horas. Mas como nem eu e nem você somos chatos, vamos discutir algumas coisas chatas que sempre acontecem com as vítimas de alguns chatos ambulantes.

Primeiramente, agora que se discute mais do que nunca, a influência biológica e do condicionamento sobre tudo – o comportamento feminino, a prática homossexual, a submissão ao alcoolismo – lanço também a minha modesta indagação sócio-metafísica: o chato é biológico ou cultural?

- Chato é uma pessoa que não sabe que “Como vai?” é um cumprimento, não uma pergunta.

- Chato é um sujeito que não pode ver um saco vazio..

- Chato é um sujeito que, assim que é apresentado, começa a fazer o comercial de sí mesmo.

- O verdadeiro chato não se esgota em ser chato, ele torna você chato, a conversação em geral chata, a casa chata, o elevador chato, o mundo inteiro de uma chatice insuportável.

- Chato é um indivíduo que teima em parmanecer quando o seu interesse já acabou.

E no final de tudo, quando um chato vai embora vira assunto.

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